Apresenta-se a reflexão final da UC Concepção e Avaliação em e-Learning. As mensagens/posts relativas a esta UC têm todas a etiqueta CAEL, que por sua vez estão reorganizadas da seguinte forma: indicação de balançoaponta para reflexões gerais que não são específicas de nenhum tema; indicação do tema, isto é, etiqueta com tema1, tema2, remetem concretamente apenas para esse tema.
Que competências se pretende que o estudante/aprendente atinja?
Deverá adquirir as seguintes competências, distribuídas por dois níveis:
quanto à concepção/avaliação dos cursos:
- Clarificar conceitos correlacionados com a qualidade em e-learning;
- Fazer o levantamento do conjunto de factores que determinam a qualidade dos cursos online;
- Caracterizar diferentes modelos de desenvolvimento de cursos online;
- Propor e fundamentar um modelo/instrumento de avaliação de cursos online;
quanto à avaliação pedagógica:
- Caracterizar perspectivas e processos de avaliação das aprendizagens em contexto online;
- Identificar diferentes modalidades e instrumentos de avaliação de aprendizagens em contexto online.
Ao fazer uma retrospectiva em relação à UC Concepção e Avaliação em e-Learning não posso deixar de mencionar que os temas abordados são de grande interesse e actualidade para todos os que se interessam pelas temáticas relativas aos cursos online.
Participei nos fóruns que tiveram lugar durante o semestre, revelando interesse e conhecimento dos temas, prestando atenção às mensagens dos colegas, procurei deixar mensagens com cariz ético, visando complementar, esclarecer ou desenvolver os temas que eram abordados pelos outros colegas, num espírito de respeito e colaborativo.
O meu blogue apresenta o produto das minhas pesquisas, da minha opinião, reflexão ou pesquisa, enquadrados no diversos temas, bem como alguns materiais construídos colaborativamente nos grupos que integrei, ao longo do semestre.
Esta participação foi regular ao longo do semestre e foi progredindo ao longo dos trabalhos desenvolvidos nesta UC; essa mesma regularidade espelha-se nas mensagens deixadas no blogue e nas reflexões que lá se encontram inscritas.
Apesar da transparência e visibilidade do trabalho desenvolvido e partilhado no blogue, apenas parte desse esforço está reflectido no eportefólio. Um portefólio representa uma importante ferramenta de aprendizagem e exige grande complexidade em relação à expressão e pensamento. O portefólio é uma forma de retratar o estudante, mas também o que ele sabe e a forma como "faz". O e-portefólio serve para tornar visível e transparente o esforço, a melhoria, os processos e o rendimento, sendo também uma ferramenta para responder à exigência e à necessidade de formalizar a avaliação, numa perspectiva qualitativa e não quantitativa. Foi nesta perspectiva que organizei o meu e-portefólio no blogue "Correspondências de uma MPELiana".
O tema Actividades, Instrumentos e Modalidades de Avaliação em contexto de formação onlinepretende proporcionar uma análise, reflexão e discussão sobre as modalidades/estratégias, instrumentos e actividades que têm vindo a emergir na literatura sobre avaliação das aprendizagens em contextos de educação/formação online.
Esta actividade desenvolveu a competência para definir e fundamentar diferentes modalidades, instrumentos e actividades de avaliação de aprendizagens em contexto online.
Nesta unidade, foram abordadas temáticas que me interessam e entusiasmam. A temática relativa ao e-portefólio é disso exemplo. A função integradora, que esta ferramenta apresenta, é particularmente importante, por possibilitar registar todo o percurso formativo do aluno, evidenciando as actividades, competências, skills adquiridos pelos alunos. No caso dos cursos online, Maria João Gomes, destaca que, no EaD, é importante diversificar os meios, os momentos, as fontes e instrumentos de avaliação, pois constituem uma forma de cruzar informação, de construir o perfil do aprendente, tornando o processo mais claro e fiável. Também apresenta desvantagens, o contrangimento que mais se evidencia é o facto de significar também uma sobrecarga de trabalho para o professor e para o aluno.
Em síntese, são diferentes as funções apontadas para os e-portefólios.: -representação do trabalho ao longo de um longo período de tempo; -inclusão de aspectos relativos a refexões pessoais; -exploração das potencialidades das tecnologias.
Uma outra linha abordada no fórum foi a do papel da discussão síncrona online. Também esta temática é particularmente entusiasmante por ser muito utilizada nos cursos online e por ter começado a utilizar esta actividade pedagógica junto dos meus alunos. Apresenta diversas vantagens na construção do conhecimento, mas, por outro lado, não deixa de apresentar constrangimentos decorrentes da sua utilização – representa uma sobrecarga de trabalho para o professor/tutor.
O trabalho desenvolvido pelo grupo que integrei, entre outros aspectos, destaca algumas das condições ideais apontadas nos estudos, sem deixar de apontar, também, para o comportamento, competências e atitudes dos alunos face à utilização desta actividade promotora das aprendizagens.
Nesta mensagem, apresentar-se-á uma reflexão global, enquadrada no terceiro tema abordado na UC Concepção e Avaliação em e-Learning. O objectivo da terceira actividade, dedicada ao tema Perspectivas sobre Avaliação Pedagógica: a avaliação das aprendizagens em contexto online, visa propiciar uma análise, reflexão e discussão sobre as perspectivas, princípios e modalidades/estratégias patentes na literatura mais recente. Foram abordados aspectos relativos a questões específicas da avaliação das aprendizagens no contexto da educação online.
“Estes contextos, cuja qualidade depende de diversos factores como vimos anteriormente, apresentam características particulares que proporcionam a análise e reflexão específica sobre as abordagens da avaliação pedagógica que neles pode ter lugar” assim era apresentado o tema pela Professora Lúcia Amante.
Esta temática foi muito discutida no fórum, muitos aspectos foram salientados independentemente da modalidade de ensino, do nível etário dos alunos ou das circunstâncias em que decorre essa aprendizagem. São questões que interessam aos professores, aos e-formadores e muitas delas ficam em aberto e serão certamente alvo de estudo e pesquisa no futuro.
Essas questões situaram-se na área da avaliação, dos e-portefólios, do papel do professor/formador, entre muitos aspectos. Não são peças desligadas entre si, mas antes uma teia que promove a eQualidade.
Daí que tenha referido no fórum que“Num curso online, a avaliação das aprendizagens tem um carácter formativo e contínuo, promotoras de atitudes de partilha e de colaboração entre os elementos do grupo. O tutor desempenha também um papel de relevo ao propiciar e mediar debates e, ainda, ao enviar o retorno da informação, ao dar aos alunos um feedback do percurso desenvolvido.”
Nesta mensagem, far-se-á um balanço global da segunda actividade. Nesta actividade, pretendeu-se caracterizar diferentes modelos de desenvolvimento/avaliação da qualidade de cursos online, com a finalidade de apresentar um modelo de avaliação, fruto dessa análise e da discussão gerada. Ficam as palavras da Professora Lúcia Amante a propósito desta actividade:"Na sequência dos contributos dados pelos vários grupos, pretende-se agora que a sua análise e discussão venha a dar lugar a uma proposta de Modelo de Avaliação de cursos online, emergente do conjunto da turma. Os textos trabalhados e os modelos apresentados pelos vários grupos, fazem sobressair um conjunto de aspectos relevantes a serem tidos em conta, mais ou menos, teoricamente fundamentados em cada uma das propostas ."
Apontados que foram os aspectos essencias para a qualidade do ensino online numa mensagem anterior, de acordo com as conclusões desenvolvidas no documento produzido pela turma, destaco a facilidade da turma se organizar e colaborativa realizar esta tarefa.
Essa capacidade de colaborar e sentido de pertença no grupo,a auto-motivação e auto-disciplina reveladas pela turma e a facilidade na capacidade de compreensão e expressão escrita aliadas a e-skills surgiram concretizadas na prática e são factores essenciais para um ensino online de qualidade.
O primeiro tema abordado foi A qualidade no ensino aprendizagem em contexto online: uma teia de factores e teve como objectivo fazer a análise de perspectivas sobre a qualidade em e-Learning, enquadrada nas questões e nos factores a ter em conta quando se avalia a qualidade do ensino nos cursos online.
Para a qualidade no ensino aprendizagem em contexto online contribuem diversos factores: - a qualidade da plataformas de elearning implementadas e desenvolvidas é um desses factores, per se, a organização não providencia eQualidade, nem pode implementar ou promover um ensino de qualidade, mas a eQualidade é essencial por permitir um tratamento diferenciado e criterioso da informação e data usados pelo aluno, agregando informação providenciada pela organização ; - as estratégias de planeamento e implementação dos cursos são também essenciais para promover o sucesso dos cursos online, enquadrados numa visão estratégica promotora da eQualidade; - a aprendizagem individual e integrada dentro da comunidade deve ser encorajada; - neste sentido, das aprendizagem suportadas pelas tecnologias, emerge uma formação centrada na criatividade e colaboração, para assim responder às necessidades da Sociedade do Conhecimento; - o e-formando deve possuir capacidade para interagir, para comunicar,envolvendo-se dentro da comunidade de aprendizagem, a ausência destas capacidades será limitadora das aprendizagens; - uma teia de factores contribuem assim para a eQualidade dos cursos; a criatividade, o dinamismo, a inovação do design, dos conteúdos são alguns desses factores. A questão da eQualidade fica em aberto, contribuindo diferentes das áreas de pesquisa, da educação ao elearning, visando a promoção da eficácia e qualidade dos cursos online.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Apresentação de um trabalho para a UCConcepção e Avaliação em Elearning.
Esta apresentação da autoria dos Suspeitos do Costume (Mónica Velosa, Sandra Brás, José Carlos, Paulo Simões)é muito criativa e original. Eis algumas palavras que registei, no fórum, no dia 20 de Fevereiro:
Esta apresentação centra-se na divulgação de um estudo sobre avaliação da Universidade de Lincon. Por exemplo, o design curricular é um dos aspectos indicados como central nas aprendizagens. As e-tecnologias são agora utilizadas por diversas instituições académicas e, ainda que não possam ser provadas vantagens consideráveis, os alunos mostram- se optimistas na sua utilização e têm a vantagem de desenvolver competências da vida real. Um aspecto que considero essencial e que o Vosso trabalho evidencia é a reformulação de práticas de avaliação integradas numa perspectiva holística dos cursos, que inclui design de currículos e pedagogia. É uma aprendizagem centrada no aluno, que desempenha um papel activo, com novas formas de avaliação, flexível e que reconhece no aluno a possibilidade de “criar novos produtos de conhecimento” e de "participar numa comunidade online". Daí que não interesse apenas o produto, mas também o processo. Quer o aluno, quer o professor desempenham um papel fundamental, o processo de ensino-aprendizagem exige um esforço de ambos. Para terminar, reafirmo o que já escrevi anteriormente numa outra mensagem, a minha experiência neste mestrado confirma o que esta apresentação nos refere. Parabéns,novamente!
O tema 4, actividades, instrumentos e modalidades de avaliação em contexto de formação online pretende proporcionar uma análise, reflexão e discussão sobre as modalidades/estratégias, instrumentos e actividades que têm vindo a emergir na literatura sobre avaliação das aprendizagens em contextos de educação/formação online. Quais são as competências a desenvolver: - Definir e fundamentar diferentes modalidades, instrumentos e actividades de avaliação de aprendizagens em contexto online Após a constituição de grupos, seleccionados os textos, cada sintetizou o seu texto através de um PP. No nosso caso, elaborou-se o VoiceThread que se apresenta neste post. A apresentação dos diversos PP, abordando as temáticas patentes nos recursos/artigos, propiciou um interessante debate na turma.
Eis um trabalho de grupo realizado no âmbito da UC Concepção e Avaliação em Elearning. A utilização desta ferramenta tornou a apresentação muito mais interactiva e apelativa.
O tema é relevante para todos aqueles que se interessam pelas problemáticas relativas à aprendizagem online.
O nosso trabalho apresentado através de um Voice Thread, propiciou um debate interessante, suscitando diversas opiniões, como é o caso de Filomena Marques. Recordo as palavras que Filomena Marques enviou a a propósito do trabalho do grupo:
"Muitos parabéns pelo vosso trabalho que achei muito completo.
Efectivamente, a disucussão online assíncrona oferece uma série de vantagens, nomeadamente, porque possibilita a troca de ideias e experiências, bem como, favorece a reflexão e permite uma participação com mais qualidade e aprofundamento. Além disso, os Fóruns incentivam à proximidade entre os alunos, contribuindo para aumentar a colaboração. Naturalmente, também tem desvantagens, nomeadamente, porque sendo utilizado como instrumento de avalição pode apresentar uma sobrecarga para o Professor/Formador, pois o acompanhamento das actividades e a reunião dos dados exige algum tempo. O papel do Professor/Moderador é fundamental, pois cabe a ele/a conduzir a discussão assíncrona, encorajar os alunos a participarem e promover a construção de novos conhecimentos."
A intervenção da Filomena destacou diversos apectos pertinentes do nosso trabalho, evidenciando vantagens e desvantagens da discussão online assíncrona, e esta mensagem originou a seguinte resposta que enviei para o fórum.
Olá Filomena: Agradecemos as tuas palavras relativas ao nosso trabalho! No teu comentário, evidencias um aspecto relevante: as vantagens da discussão online síncrona, mas, por outro lado, não deixas de abordar um constrangimento decorrente da sua utilização - a sobrecarga de trabalho para o professor/tutor. O papel do professor é fundamental e o nosso trabalho, entre outros aspectos, destaca algumas das condições ideais apontadas nos estudos, sem deixar de apontar, também, para o comportamento, competências e atitudes dos alunos. abs Lurdes M.
Eis uma outra apresentação realizada no âmbito da mesma UC e, igualmente, interessante e apelativa.
A propósito de uma apresentação sobre e-portefólios, de Filomena Marques, Maria Leal, Teresa Rafael, Pedro Teixeira, deixei a minha participação, no dia 20 de Fevereiro, que procurou refectir sobre os portefólios digitais e as suas potencialidades, tendo em conta as novas tecnologias. Deixei uma síntese relativa às funções dos portefólios, relacionando-os com a nossa prática neste mestrado.
"Parabéns pelo Vosso trabalho. Gostei bastante da apresentação do pps, bem como da maneira como estruturaram as ideias fundamentais sobre as vantagens da utilização de e-portefólios, particularmente numa aprendizagem ao longo da vida. Também houve a preocupação de evidenciar que o e-portfótilo não é apenas uma nova expressão de portefólios tradicionais com um suporte digital, mas uma ferramenta essencial para a avaliação em cursos online.
Pode ter diferentes utilizações, desde o desenvolvimento, à apresentação e à avaliação, permite reformulação e utilização de diferentes ferramentas e formatos. A apresentação destaca vantagens ao indicar a possibilidade de recolher, seleccionar, reflectir, projectar e partilhar, através da utilização de e-tecnologias e das suas enúmeras possibilidades.
O Vosso trabalho apresenta um estudo de caso centrado nos alunos e num curso centrado nos objectivos. É também de notar que algumas das conclusões apontadas se cruzam com as ideias surgidas noutros trabalhos. Os alunos evidenciam alguns contrangimentos decorrentes da necessidade de seleccionar os trabalhos a integrar nos e-portefólios, daí decorrendo alguma tensão e sobrecarga de trabalho. Assim, não será de estranhar que as actividades mais populares fossem as colaborativas, suportando uma aprendizagem que promove a acapacidade de aprender a aprender, ao longo da vida, “construindo” a independência e autonomia do aluno.
A nossa experiência neste mestrado vai ao encontro de muitas das ideias que o trabalho apresenta.
abs Lurdes M."
No dia 22 de Fevereiro, Filomena Marques deixou uma resposta, evidenciando a importância da avaliação e dos e-portefólios como reguladores das aprendizagens e interesses pessoais e profissionais.
"Olá Maria de Lurdes, Muito obrigada pela análise muito clara e sintética dos aspectos principais deste trabalho. Relativamente à actividades colaborativas, Elena Barberá (2006) define como um dos três níveis de avaliação, a avaliação colaborativa, que se caracteriza-se pela existência de trabalhos e projectos que permitem a cooperação entre os alunos e o intercâmbio de conhecimentos/experiências, bem como a construção de um conhecimento colaborativo. O e-portfolio apresenta a vantagem de regular a aprendizagem de acordo com os objectivos educacionais e os interesses pessoais/profissionais dos alunos, através da análise e reflexão das práticas educativas levadas a cabo pelos próprios alunos. Um abraço, Filomena Marques"
Na sequência de um debate muito participado,na turma sobre o tema, deixei a minha leitura sobre a importância e função dos e-portefólios.
"Boa tarde: Venho, muito brevemente, juntar mais algumas ideias. Maria João Gomes destaca a importância dos portefólios de aprendizagem e de avaliação, referindo que estes devem ser desenvolvidos ao longo do processo de aprendizagem, devem ter uma vertente de reflexão pessoal sobre o trabalho que o aprendente efectuou e também sobre as suas aprendizagens. No caso dos e-portefólios será feito uso do potencial das novas tecnologias. No caso do EaD, o seu uso tem também a vantagem de permitir ao professor acompanhar o percurso do aprendente ao longo do curso, mas também dar um feedback atempado ao aluno, sobre as suas aprendizagens, o trabalho produzido e mesmo as reflexões pessoais. Simultaneamente, o professor pode reajustar o seu próprio curso, quer ao nível dos conteúdos, quer das estratégias implementadas.
Podem destacar-se, em síntese, diferentes funções para os e-portefólios.: -representação do trabalho ao longo de um longo período de tempo; -inclusão de aspectos relativos a refexões pessoais; -exploração das potencialidades das tecnologias.
A nossa prática ao longo do curso vem ao encontro destas ideias, daí que tenhamos, numa outra UC, um blogue como suporte do nosso portefólio, criado logo no início dessa UC.
até breve Lurdes M."
Um outro grupo deixou a sua apresentação no fórum. Os Suspeitos do Costume, isto é, Mónica Velosa, Sandra Brás, José Carlos e Paulo Simões, centraram o seu trabalho num estudo que teve ligar na Universidade de Lincon.Esta foi a mensagem que deixei no fórum no dia 20 de Fevereiro:
"Como eu já suspeitava, os suspeitos do costume esmeraram-se nesta apresentação. Nem diria que fiquei surprendida, já estava à espera de ser surpreendida – se é que a expressão faz sentido! Parabéns pela apresentação muito original! Aqui fica mais uma ferramenta para experimentar e para divulgar. Esta apresentação centra-se na divulgação de um estudo sobre avaliação da Universidade de Lincon. Por exemplo, o design curricular é um dos aspectos indicados como central nas aprendizagens. As e-tecnologias são agora utilizadas por diversas instituições académicas e, ainda que não possam ser provadas vantagens consideráveis, os alunos mostram- se optimistas na sua utilização e têm a vantagem de desenvolver competências da vida real. Um aspecto que considero essencial e que o Vosso trabalho evidencia é a reformulação de práticas de avaliação integradas numa perspectiva holística dos cursos, que inclui design de currículos e pedagogia. É uma aprendizagem centrada no aluno, que desempenha um papel activo, com novas formas de avaliação, flexível e que reconhece no aluno a possibilidade de “criar novos produtos de conhecimento” e de "participar numa comunidade online". Daí que não interesse apenas o produto, mas também o processo. Quer o aluno, quer o professor desempenham um papel fundamental, o processo de ensino-aprendizagem exige um esforço de ambos. Para terminar, reafirmo o que já escrevi anteriormente numa outra mensagem, a minha experiência neste mestrado confirma o que esta apresentação nos refere. Parabéns,novamente!
abs Lurdes M."
No dia seguinte,recebi a resposta do grupo:
"Olá Maria de Lurdes,
Obrigado pelas palavras "Nem diria que fiquei surpreendida, já estava à espera de ser surpreendida – se é que a expressão faz sentido!" ainda estou a dar umas gargalhadas com esta tua frase e já agora acho que a expressão faz sentido, porque já passei pelo mesmo
"(...) "participar numa comunidade online". Daí que não interesse apenas o produto, mas também o processo." De facto, o "processo" assume um papel muito importante na avaliação em EaD. Não podemos resumir toda uma caminhada a um único produto final, pois nesse caso, estaríamos a desvalorizar todo um percurso, muitas vezes mais trabalhoso e produtivo, do que o resultado final.
José Carlos"
Para este tema, foram utilizados os seguintes recursos:
CATHERINE, McLoughlin; LUCA, Joe (2001) Quality in online delivery: What does it Mean for assessment in E-learning Environments? ASCILITE 2001 Conference proceedings.
HAMMOND, Michael (2005) “A review of recent papers on online discussion in teaching and learning in higher education” Journal of Asynchronous Learning Networks. http://www.sloan-c.org/jaln/pdfs/v9n3_hammond.pdf
MASON, Robin; PEGLER, Chris & WELLER Martin (2004) "E-Portfolios: an assessment tool for online courses" British Journal of Educational Technology, Vol 35 Nº6 (717-727)
VONDERWELL, Selma.; LIANG, Xin & ALDERMAN, Kay (2007) "Asynchronous Discussions and assessment in Online Learning" Journal of Research on Technology in Education; Spring 2007; 39, 3; ProQuest Education Journals, pg. 309
A terceira actividade, perspectivas sobre avaliação pedagógica: a avaliação das aprendizagens em contexto online, visa propiciar uma análise, reflexão e discussão sobre as perspectivas, princípios e modalidades/estratégias que têm sugido na literatura mais recente relativa a questões específicas da avaliação das aprendizagens no contexto da educação online. Que competências se pretende desenvolver? • Caracterizar perspectivas sobre a avaliação das aprendizagens em contexto online. Constituídos pares para esta tarefa, foram os trabalhos debatidos na turma e teve lugar uma discussão sobre os aspectos mais relevantes.
Este é o trabalho sobre avaliação das aprendizagens em contexto online, de Teresa Rafael e Maria de Lurdes Martins.
Da minha leitura dos trabalhos propostos à turma e da proposta que deixei no fórum, fica um debate que aqui se regista:
-"É óbvio que não tenho resposta para a tua “provocação”, a questão da avaliação online é uma questão complexa e vejo a questão da avaliação mais enquadrada na perspectiva de um percurso, um caminho percorrido pelo aprendente, interessando o progresso realizado e não só o ponto de chegada. É nesta perspectiva que enquadro a utilização de blogues, chats, fóruns ou listas de discussão. A propósito de e-portefólios, que referiste na mensagens anterior, aqui fica um artigo muito interessante, a ler com atenção. Da minha leitura deste artigo, entre outros aspectos, fica a ideia de que este é um assunto que ainda tem um longo caminho pela frente, sem que existe um padrão definido relativamente à análise e avaliação de e-portfólios. As questões em aberto suscitadas pelo tema da avaliação online tornam o debate à volta destas questões ainda mais pertinente. Tal como o Paulo acabou de referir, não creio que possamos ficar à espera da última ferramenta tecnológica. A existência de um desfasamento entre as ferramentas mais recentes, a investigação e as ferramentas utilizadas no "terreno" acaba por ser inevitável."(12 de Janeiro);
-"Paulo & José Carlos:Gostei bastante de ler o vosso trabalho que está muito bem organizado, muito claro e de fácil leitura. Também gostei da vossa apresentação através do ISSUU, uma ferramenta de que estou a ficar "fan". Como sempre, gostei da "máscara" que utilizaram para o trabalho, de muito bom gosto. Quanto às vossas conclusões, também acho que as perpectivas apresentadas têm vantagens e desvantagens. No caso de Primo, valoriza-se o percurso do aluno, integrado numa rede de aprendizagem, promotora de partilha e de pesquisa. Quanto a Barberà, evidencia-se a avaliação colaborativa que não se centra em momentos específicos ou no produto final."(12 de Janeiro);
-"Olá Paulo: Estive a ver o vídeo da aluna que apresenta a forma como organiza o seu "PLE" e também o projecto "Sapo Campus". Começando pelo primeiro, não sei se a avaliação da aluna seria muito fácil, mesmo com um projecto de aprendizagem , como já aqui se referiu. Mas seria seguramente muito aliciante para os alunos e para o professor. Fácil, simples, não creio ... mas que seria um projecto que iria mobilizar um público diversificado e afastado de um modelo mais tradicional, não tenho dúvidas! Quanto ao projecto "Sapo Campus", este tem um público mais específico, ou o aluno do ensino superior ou para aqueles querem fazer formação, sem necessitar de voltar fisicamente à Universidade. Aparece como um projecto promotor de partilha, de abertura e de comunicação com conceitos muito interessantes: a igualdade entre todos os utilizadores, sem uma hierarquia pré-definida."(14 de Janeiro);
-numa mensagem dirigida ao José Carlos e Paulo, as colegas Filomena e Luciana registaram que "Concordamos com a Maria de Lurdes, o trabalho de vocês está bastante conciso e a apresentação, feita no ISSU, muito agradável e de muito bom gosto. Gostamos muito do conteúdo do trabalho pois conseguiram "costurar" muito bem o conteúdo dos dois textos e, mais ainda, as reflexões, também. Como bem colocam: " A perspectiva de Primo é muito interessante dado que aponta no caminho de um processo reflexivo por parte do aprendente, assente na pesquisa e partilha dentro de uma rede de aprendizagem, onde o que consta não é apenas o produto final mas sim todo o processo de aprendizagem trilhado pelo aluno, com o recurso às diferentes ferramentas que a web oferece, nomeadamente aqueles que possibilitam maisor interacção, nomeadamente, blogs, chats, listas de discussão ou fóruns." O e-learning, apesar de ainda enfrentar certa resistência por parte de alguns, possibilita uma aprendizagem tão reflexiva, ou mais que a presencial, já que a partilha se estabelece de forma clara e objetiva durante todo o percurso de aprendizagem, através de diferentes ferramentas como blogs, fóruns, chats, etc. Nós somos experiências vivas disso, não é?" (15 de Janeiro);
- uma outra mensagem que deixei, a propósito do trabalho dos colegas Teresa e Pedro "Gostei muito de ler o vosso trabalho, apresentado com muita clareza e de leitura muito acessível. Gostei também do vosso enquadramento das ideias expostas e aproveito para destacar uma afirmação vossa, que surge na conclusão: Mas para que funcione, é necessário um mediador para a promoção do debate. Ou seja, através de debates, discussões, de produção de trabalhos colectivos, discutindo opiniões de colegas no seio do grupo, avaliando as contribuições no grupo, assim se procede a aprendizagem e evolui no conhecimento. A elaboração de portfolios também é outra forma de avaliação, este auxilia a auto-avaliação, desenvolve a auto-crítica, etc. Ou seja, num curso online, a avaliação das aprendizagens tem um carácter formativo e contínuo, promotoras de atitudes de partilha e de colaboração entre os elementos do grupo. O tutor desempenha também um papel de relevo ao propiciar e mediar debates e, ainda, ao enviar o retorno da informação, ao dar aos alunos um feedback do percurso desenvolvido." (12 de Janeiro);
- o trabalho de Luciana e Filomena também mereceu uma análise atenta "Gostei bastante de ler o vosso trabalho. O trabalho está muito bem organizado e as ideias estão expressas de forma clara e objectiva. Na vossa conclusão, evidenciam a importância da avaliação contínua e formativa, isto é, do retorno da informação e do feedback em relação às aprendizagens dos alunos e ao seu percurso. A conclusão aponta também para a dicotomia em que o EaD por vezes se encontra, entre a transferência de práticas associadas ao ensino tradicional e a inovação dos processos de avaliação." (12 de Janeiro);
- uma outra reflexão relativa ao trabalho do Luís e da Rosalina "A nossa participaçõe nos fóruns, os blogues criados no início do curso são um reflexo do que se afirmou sobre a avaliação e transparência. Claro que quando falamos em avaliação num contexto online, convém não esquecer que no ensino online temos uma comunidade adulta, motivada, comprometida e responsável." (14 de Janeiro).
Para este tema, foram utilizados os seguintes recursos:
BARBERÀ, E. (2006) “Aportaciones de la tecnología a la e-Evaluación”. RED. Revista de Educación a Distancia, Año V. Número monográfico VI. http://www.um.es/ead/red/M6/
PRIMO, Alex (2006) "Avaliação em processos de educação problematizadora online". In: Marco Silva; Edméa Santos. (Org.). Avaliação da aprendizagem em educação online. São Paulo: Loyola, v. , p. 38-49. http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/EAD5.pdf
Partindo de uma referência ao modelo pedagógico da UaB, são evidenciados quatro elementos-chave do referido modelo:ensino centrado no aluno, flexibilidade, interacção e inclusão digital. Entre outros aspectos, são apontadas tarefas patentes nos e-portefólios, bem como o papel do professor na promoção da reflexão crítica sobre as aprendizagens desenvolvidas pelos alunos. Como o tema foiabordado em CAEL, aqui fica o registo.
A segunda actividade pretende caracterizar diferentes modelos de desenvolvimento/avaliação da qualidade de cursos online, com a finalidade de apresentar um modelo de avaliação. Fruto dessa análise e da discussão gerada. Pretendeu-se desenvolver estas competências: • Caracterizar diferentes propostas de desenvolvimento/avaliação da qualidade de cursos online; • Propor e fundamentar um modelo de avaliação de cursos online. Dividida a turma em grupos, os trabalhos foram apresentados, seguindo-se uma discussão geral na turma para identificar pontos convergentes e divergentes apresentados no conjunto dos textos. Por fim, foi proposto um modelo pela turma.
O nosso trabalho - Rosalina, Pedro, Luís e eu - sobre caracterìsticas de cursos online que, entendidas como ideais, ou como modelos a seguir, focam aspectos tão diversos como o guia de curso, interactividade entre alunos, com o professor e com os conteúdos, actividades, recursos, comunicação, bases teóricas e também questões práticas destes cursos.
Algumas conclusões pertinentes do grupo:
Um curso online é um curso baseado essencialmente na Internet, tirando o máximo partido das oportunidades oferecidas pela web. A educação à distância parece ser uma importante resposta para as necessidades do desenvolvimento profissional das diversas populações e para a aprendizagem ao longo da vida. Os cursos devem ir ao encontro dos alunos, tirando o melhor partido da sua disponibilidade de tempo, energias e focos de interesses e necessidades. Estamos a caminhar para um paradigma que podemos designar de «aprender sem distância», procurando estar no lugar certo, à hora certa. Nos cursos online, tem-se dado primazia à teoria constructivista. Hoje em dia, pelo conectivismo (G. Siemens), a aprendizagem é potenciada pelas conexões que se estabelecem, com os diversos factores da aprendizagem (aluno, professor, c Uma aprendizagem online eficaz, segundo Alley (2000), centra-se totalmente no desenho do projecto pedagógico, assumindo que o conhecimento é construído, sendo a aprendizagem mais eficaz se for o aluno a assumir a responsabilidade pela sua própria aprendizagem.
Oito aspectos que devem presidir à concepção e desenvolvimento do curso: 1. Comunicação e colaboração assíncrona (discussões em grupo); 2. Número limitado de inscrições (grupos de 20 a 25 no máximo; 3. Especialista em facilitar/motivar a colaboração e a discussão online (tutor, professor, formador); 4. Confiança entre os participantes (que deverão revelar comportamentos de honestidade e espírito de inter-ajuda); 5. Calendarização das actividades (calendarização de actividades com periodicidade semanal e preferencialmente seguir a mesma sequência); 6. Excelentes materiais e variados recursos pedagógicos que deverão abordar diferentes estilos de aprendizagem (encorajar os alunos/formandos a efectuarem pesquisas, trabalhos criativos e auto-reflexões); 7. Uma boa pedagogia conseguida através da definição dos objectivos relacionados com a actividade, avaliação contínua, assuntos adequados para discussão em grupo e estratégias de aprendizagem eficazes; 8. Garantia de qualidade - os cursos deverão ser revistos, monitorizados e avaliados relativamente ao design instrucional, concepção, distribuição e impacto). Anualmente deverá ser efectuada uma verificação dos cursos.
Para este tema, foram utilizados os seguintes recursos: ACHTEMEIER, Sue D.; MORRIS, Libby, V.; FINNEGAN, Catherine L. (2003) "Considerations for Developing Evaluations of Online Courses". JALN 7, Issue 1.
HERRINGTON, Anthony; HERRINGTON, Jan; OLIVER, Ron; STONEY, Sue & WILLIS, Jackie (2001) "Quality Guidelines for online Courses:The Development of an Instrument to Audit Online Units" In G. Kennedy, M. Keppell, C. McNaught & T. Petrovic (Eds.) Meeting at the crossroads: Proceedings of ASCILITE 2001 (pp 263-270).
TINKER, Robert (2001) "E-learning Quality: The Concord Model for Learning from a Distance"NASSP Bulletin, Vol. 85, No. 628, 36-46
HOLSAPPLE, Clyde. W. & LEE-POST Anita (2006) "Defining, Assessing, and promoting E-learning Sucess: An information systems perspective". Decision Sciences Journal of Innovative Education, Vol.4 Nº1 (pp 67-85)
Terminámos a tradução de dois textos, originalmente em inglês, sobre a qualidade dos cursos online e da sua avaliação.
Após a elaboração da tradução, segue-se uma fase de debate, no fórum, dos temas propostos.
Esta actividade avivou-me a memória, fazendo-me recuar ao momento inicial do Mestrado, recordando a identificação de um conjunto de cartacterísticas imprescindíveis ao estudante de cursos online: - ter capacidade para partilhar a sua experiência, as suas dúvidas, mostrando abertura para as questões levantadas pelos colegas e experiências vividas pelos outros; - capacidade de comunicar através da escrita; o estudante deve capaz de expor as suas próprias dúvidas; - capacidade de reflexão e ponderação, assim como de aceitação das críticas construtivas; - ser autodisciplinadao e estar auto-motivado para se comprometer,diariamente, com as actividades do curso online ; - possuir e-skills necessárias ao curso online que frequenta; - ter a percepção de que o curso online frequentado promove aprendizagens de grabde qualidade/valor.
Para esta unidade, utilizámos os seguintes recursos:
PENNA, Maria Pietronilla & STARA, Vera (2008) "Approaches to E-learning quality Assessment". http://isdm.univ-tln.fr/PDF/isdm32/isdm_pietronilla.pdf
WISENBERG, Faye & STACEY, Elizabeth (2005) "Reflections on teaching and Learning Online:Quality program design, delivery and support issues from a cross-global perspective". Distance Education Vol.26, Nº3, (385-404). http://casat.unr.edu/docs/Weisenberg2005.pdf
A qualidade no ensino aprendizagem em contexto online: uma teia de factores
A primeira actividada teve como objectivo fazer a análise de perspectivas sobre a qualidade em e-Learning, enquadrada nas questões e nos factores a ter em conta quando se avalia a qualidade do ensino nos cursos online. As competências a desenvolver foram as seguintes: • Clarificar conceitos correlacionados com a qualidade em e-learning; • Fazer o levantamento do conjunto de factores que determinam a qualidade dos cursos online. Feita a leitura e apresentação global da turma do documento "Approaches to E-learning quality Assessment" e "Reflections on Teaching and Learning Online: Quality program design, delivery and support issues from a cross-global perspective", foram identificados individualmente por cada aluno factores responsáveis pelo sucesso/qualidade dos cursos online, seguindo-se uma discussão geral na turma sobre o tema.
O grupo MPEL'03 esteve a traduzir um interessante artigo de WISENBERG, Faye & STACEY, Elizabeth (2005), intitulado "Reflections on teaching and Learning Online:Quality program design, delivery and support issues from a cross-global perspective". Distance Education Vol.26, Nº3, (385-404). Disponível em:http://casat.unr.edu/docs/Weisenberg2005.pdf
O artigo é bastante interessante e destaco, particularmente, as referências às competências do e-professor e, ainda que os meus alunos não se inscrevam no nível etário abordado no estudo, não deixei de anotar algumas ideias interessantes e exequíveis.
Esta foi a minha reflexão: Partindo de experiências educativas distantes (Canadá, Austrália e Europa), os autores reflectem sobre a qualidade dos cursos online, contribuindo, também, para a discussão em torno da qualidade da avaliação desses cursos, a qualidade do seu desenho, estrutura e os diferentes aspectos em que se enquadram estes cursos. Nas participações anteriores já foram destacados aspectos fundamentais dos artigos, pelo que irei enfatizar apenas alguns pontos: - numa aprendizagem suportada pelas tecnologias, emerge uma formação centrada na criatividade e colaboração, para assim responder às necessidades da Sociedade do Conhecimento; - a interacção, a capacidade de comunicação, envolvendo todos os participantes e envolvendo os formandos nas actividades propostas pelos formadores; - a criatividade, o dinamismo, a inovação do design, dos conteúdos; - no artigo de Maria Pietronilla Penna et al. são apontadas a motivação para aprender e a percepção do que é facilitador ou limitador das aprendizagens dos estudantes. A questão da qualidade do elearning é uma questão em aberto que necessita do contributo de equipas de design, assim comodo contributo de elementos das áreas da educação e do elearning e que precisa de ser investigada e pesquisada, promovendo a eficácia e qualidade dos cursos online.
Esta reflexão também gerou um feedback dos colegas, caso por exemplo do José Carlos : Acho que referes aqui dois pontos muito importantes, que muitas vezes não são tidos em consideração. A questão do design e da criatividade na produção de materiais de apoio, é um factor essencial para contribuir para a motivação e empenho. Todos nós quando começamos a visualizar uma apresentação, vídeo, ... ficamos mais ou menos "agarrados" em função do seu layout. Por vezes a simplicidade na produção destes materiais, funciona melhor, do que "n" gifts animados, como era moda, à alguns anos atrás, que apenas serviam para distrair.
Esta opinião também foi subscrita por diversos alunos; desta interacção entre alunos resulta um processo construtivo do conhecimento - deixo novamente a minha mensagem:
Também acho que a simplicidade dos materiais, funciona ... e numa utilização pedagógica, sendo o nosso público alvo muito jovem, a utilização de múltiplas representações - os tais "gifts" animados, música, som, cor, movimento - dispersa mais do que beneficia as aprendizagens.
Outros colegas - caso do Paulo Simões - increveram mensagens pertinentes para sintetizar questões essenciais sobre o tema: Assim, de entre algumas das características apresentadas nos textos, julgo que importa destacar três factores principais: • O grau de interacção; • A comunicação assíncrona; • O sentimento de pertença a uma comunidade de aprendizagem. Para além destes, existem factores que considero secundários e que podem também potenciar o sucesso: • O grau de motivação e disponibilidade dos alunos; • O domínio da tecnologia; • Uma abordagem Blended-Learning.
Uma outra UC a frequentar no segundo semestre deste Mestrado é da responsabilidade da docente Professora Lúcia Amante e intitula-se Concepção e Avaliação em eLearning. Aqui fica este registo inicial.
Na unidade curricular Concepção e Avaliação em Elearning, o estudante é enquadrado na problemática da concepção de cursos de e-learning à luz dos referenciais sobre o design instrucional e da análise de modelos de avaliação da qualidade no universo da formação online. O estudante deve aprender a definir princípios e processos de avaliação da formação em cursos online, identificando indicadores relevantes para a aferição da qualidade destes nas suas várias vertentes. Pretende-se ainda, por outro lado, analisar a problemática da avaliação mas na sua perspectiva pedagógica, designadamente a avaliação das aprendizagens em contextos de formação online, seus fundamentos, suas modalidades, instrumentos e estratégias.